
Me chame novamente, amor.
Me ligue de madrugada, de novo;
quero você às 4h.
Retrospectiva emotiva do meu “não”
no seu ouvido enquanto você diria sim
para minhas lamúrias, sim, meu amor!
Quero só você soprando
as minhas inspirações no meu rosto,
que hoje sente essa brisa fraca
corar minhas bochechas de frio.
O seu frio, que me atinge,
e me esquenta de raiva
por não poder tocá-la.
Sim, meu amor.
Meu anjo sem asas que eu nunca vi,
nem verei, nem sonho,
mas que me dizem: Sim, existe!
Quem existe amor?
Você inexiste em meus poemas
porque não sei sua forma?
Porque não sei quem és?
Porque minhas falsas inspirações
arcaicas inexplicáveis?
Me inspire de novo brisa.
Brisa.
Ventania novamente em meu rosto,
sim!
Meu teto desabando em meu rosto.
Sinto sua poeira em minhas narinas
me asfixiando.
Sua poeira de raiva em mim!
Não!
Hoje eu levanto,
olho para o meu lado,
meu travesseiro me incomoda,
meus dedos estão ávidos!
Meus olhos agora estão atentos,
minhas pupilas dilatam,
sei sua roupa,
seu cheiro!
Hoje eu sou feliz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário