Chegou o momento
de dizer "adeus" a muitas coisas...

digo "adeus" as promessas,

digo "adeus" aos esforços,
digo "adeus" as lutas constantes,
digo "adeus" a tudo
o que me possa fazer sofrer....
Não lutarei mais por amizades
que não possam ter futuro,
até porque na amizade
é tudo tão relativo...
há sempre alguém
que nos desilude,
mas também há quem
nos surpreenda

e é a esses últimos "alguéns"

que devemos ter consideração e estima.
Não lutarei também por amores,
amores impossíveis ou complicados,
amores que fazem-nos sofrer muito mais
do que nos dão alegrias...
Não lutarei nem me esforçarei
por parecer melhor do que sou,
porque sou assim, e não interessa o que dizem...
não ligarei mais ao que pensam,
por mais dificil que seja, não ligarei!
Apenas lutarei por aquilo
que realmente acredito
que possa
ter "pernas para andar"(riso),
por aquilo que realmente
me possa fazer feliz!

Mudo agora de perspectivas
e torno-me um pouco mais "frio"
a certos assuntos,
tudo isto porque também o são comigo,
porque tenho feito tanto por tanta gente
e quase nada me retribuem...
mas viverei feliz agora!!
farei apenas o que me der na telha,
da maneira que me satisfaça
sem ligar ao que dizem...

Digo adeus...
e...
"talvez haja beleza no Adeus!"

Eu
quero
o amor,
quero tanto
que nem sei,
e de tanto,
tanto que serei,
quero
um suspiro
de talvez
Um amor
assim
não sei…




O meu corpo sempre conduz os meus passos:
ele dança enquanto estou parado,
ele transa enquanto penso -
ele diz sim, tudo além de mim.

Ele beija os lábios
que quando penso
são alguns,
ele toca os corpos
que quando gozam
são nenhuns…
ele vive um eterno sim,
e eu me penso assim tão não.



O que a memória me traz
é um passado que nunca vem
e um medo insuportável da repetição.

A vida é leve demais -
o vento faz voar o que se quer agarrar.
O fundamento da alegria é a sutileza,
e o seu oposto é permanente e duradouro.

Lembrar a alegria
é lamentar o que se perdeu,
lembrar o sofrimento
é lamentar o que se viveu.

Nesse exílio em si mesmo,
Que insuportável seria a vida,
sem a leveza do esquecimento.


Passei… passei de tanto em tanto,

buscando lá no que perdi,

um passo firme e constante…

Me frustrei!

Hoje nesse passear,

costumo planar para não deixar rastros

não lamento o que perdi,

nem sou passado,

assim ninguém me apaga,

assim ninguém me vive.

Se amo intensamente os meus momentos

é por que lhes dou de presente,

sempre esperando que todos os outros passos

que assim e assado sejam tão insignificantes

quanto um “etc e tal”.

De um lado para o outro
suspirava palavras
que não conseguia dizer
elas vinham de assalto
e de mim se faziam roubadas,
como a água que se perde
entre os dedos de quem quer agarrar.
Além de mim, transparente se fazia,
via tudo que murmurava no meu peito
um coração inquieto,
um amor em silêncio,
um beijo interminável,
um momento oportuno,
sei lá, tudo silenciava…
essas paredes,
que barreira é essa?
Mera conveniência…
Não fosse o último silêncio,
me faria onda sua,
e nas indas e vindas,
beijaria a tua alma
sempre perdida
na ilusão do doce mar.
Pois então cala-te,
não fale mais no meu peito,
sinto ódio,
raiva de ti que não existe,
que bifurca o meu destino
toda vez que estou diante
de um longo horizonte…
estou cansado, estou com sede;
por favor entenda isso
o meu silêncio é transparente!