Este enlace que a vida me deu,

as marcas deixadas, o abalo do grito meu..
Ultrapassei, caminhei, apaguei aparentemente...

correu...fugiu...caiu...

de repente tudo se esvazia novamente

e faz regressar aquilo que temia..
Sinto o desânimo a apagar-me a chama do meu alento...



PORQUÊ?

Porquê eu...?

Porquê a mim...?

Que fiz eu...?


De repente "empurram-me" como que uma vertigem senti...
estou a cair, pareço perdido

e mesmo com muito esforço é difícil...

tudo parece perdido em que tudo se desfaz...
Apenas quero estar no meu lugar

e chegar lá sem medo de cair..

caminhar e ver o lado bom da vida!
A força essa busco-a no meu baú através de um gesto de sol.
Não quero sonhar sozinho como se o mar fosse raso...
O meu grito chora e ergue-se mais forte do que nunca.
Não sei como nem porquê às vezes sinto o Mundo todo contra mim....

outras, sinto que tenho tanto a dar ao Mundo.
Este desânimo que sinto, apaga-me a chama e bate forte...

mas não é tão forte quanto a minha vontade de vencer!!

Quando te conheci, compreendi o quanto existe enganos na vida; o quanto é possível criarmos uma nova possibilidade para a felicidade. Quem sabe, você seja aquela que eu procurava?! Alguém que está destinado, para sempre, ao meu lado. Tenho esperanças de encontrar aquela para me acompanhar pela eternidade. Ainda acredito nesta possibilidade.
Independente do que a vida esteja reservando, aprendi o quanto é importante saber dar valor a vida! O quanto é fundamental realizar os nossos desejos e sonhos, livre das opiniões dos outros, fazendo da forma que pretendermos, sendo certo ou errado. Aprendi quebrar regras, aqueles hábitos sem noção, costumes familiares ultrapassados... Aprendi a viver a vida da minha maneira, conforme meus ideais, meus anseios e as minhas vontades. Aprendi a ser eu; saboreei a tal felicidade, mesmo que parecesse uma grande loucura ao olhos dos outros.
Lembro-me dos momentos que fui absolutamente feliz! Um adulto/criança; fui tudo que muitos não sabem ser ou que nunca viveram. O importante que quebrei todas as regras impostas perante o meu desenvolvimento, e fiz tudo que me deu vontade de fazer, sem pensar nos tais conceitos que a sociedade edita como sendo "moda". Houve arrependimento? Negativo, nenhum arrependimento. Jamais mudaria o que vivi e da singular forma vivida.
A minha história contém lembranças que nunca poderão ser reeditadas, porque uma vez vivida e experimentada não tem volta. Existe apenas um novo começo, uma nova atitude, uma nova experiência. Tudo faz parte da minha vida, da minha existência. Eu jamais perdi a noção da realidade, simplesmente me permiti usufruir das oportunidades que nunca antes tivesse tido. Não quis deixar que as alegrias tomassem outros rumos, segui o mesmo caminho para vivê-las. Não queria mais viver como um fantasma, queria existir, simplesmente e tão unicamente VIVER!
Das minhas lembranças e das minhas aventuras vividas, de tudo isso, tive a chance de conhecer alguém suficientemente determinada em me conquistar. Mais uma vez, tudo se transformou. Estamos em contínua transformação, sempre. As lembranças que estavam tão presentes voaram para longe com o outono, abrindo espaço para uma nova história. Tudo foi intenso e inesquecível.
Surpreendeu-me a minha motivação, à oportunidade que eu mesmo me dei de aproveitar cada momento, vivendo intensamente cada segundo. De cada beijo roubado, desejado e até arrepiante; cada abraço enlaçado fez daqueles instantes algo incrivelmente únicos.
Aprendi gostar pela distância e pela frieza dos sentimentos. Lembro-me sempre de como tudo começou... Mesmo assim, estou tentando dizer o quanto você foi especial para mim! Independente das nossas maneiras de ser e de reagir. Cada qual com os seus mistérios e as suas manias. Você me apresentou a vida por outro ângulo, nunca antes observada. Mesmo que tudo isso tenha resultado em memoráveis lembranças, para sempre lembrarei. Para sempre lembrarei que um dia te conheci e que tudo que vivemos foi e sempre será mais uma lembrança ao vento... Porque você veio com a brisa do outono, que se despediu no final do inverno.



Linda
como todas as mulheres devem ser,
o olhar distraído, enfrenta-me depois
penetrante
no entanto…
doce,
no suave perfil
de dois seios maduros
e dos teus gestos, gostos
onde me adivinho abraçado
onde me quero teu homem
e te devolvo na força
masculina – viril
essa tua essência
de mulher inteira.