Aconteceu numa praça, no Japão.Não se sabe como o pássaro morreu. Ele estava no asfalto, inerte, sem vida. Seria um fato corriqueiro, mas o fotógrafo fez a grande diferença.Segundo o relato do mesmo, uma outra ave permanecia próxima àquele corpo sem vida e ficara ali durante horas. Chamando pelo companheiro, ela pulava de galho em galho, sem temer os que se aproximavam, sem temer o fotógrafo que se colocava bem próximo.Ela cantou num tom triste. Ela voou até o corpinho inerte, posou como querendo levantá-lo e alçou vôo até um jardim próximo. O fotógrafo entendeu o que ela pedia e, assim, foi até o meio da rua, retirou a ave morta e a colocou no canteiro indicado. Só então a ave solidária levantou voo e, atrás dela, todo o bando. As fotos traduzem a seqüência dos fatos e a beleza de sentimentos no reino animal.Segundo o relato de testemunhas, dezenas de aves, antes de partirem, sobrevoaram o corpinho do companheiro morto. As fotos mostram quanta verdade existiu naquele momento de dor e respeito. Aquela ave que fez toda a cerimônia de despedida, quando o bando já ia alto, inesperadamente voltou ao corpo inerte no chão e, num grito de não aceitação da morte, tenta novamente chamar o companheiro à vida. Desesperada, mas com amor e carinho, ela se despede do companheiro, revelando o seu sentimento de dor. Serão os animais realmente os irracionais?

Hoje.
Se o tempo parasse hoje.
Que seria de nós?
Amanhã...
Amanhã é sempre tarde de mais.
Gosto de viver o agora.
Porque é que agora estás tão longe?
porque me pões tão longe?
porque fazes da distância
um espaço impossível de percorrer?
Se o tempo parasse hoje
e o mundo se destruisse num segundo.
Que nos aconteceria?
Gosto de ti.
Talvez por isso me entranho
todas as noites no teu ser.
Mas tens de gostar de mim
para eu gostar de ti,
cada vez mais.
Temos de gostar mais de nós.
Será um dever?
ou temos direito a...?
Se o hoje simplesmente desaparecesse?
Poderia desaparecer com ele...
e voltar amanhã, para um novo Hoje.
Hoje.

Descreve-me.
Conta-me uma história
sem que grites uma mentira.
Sem que dê uma facada
no mundo; em mim.
Cá dentro
onde
as palavras não chegam.
Quantas horas de solidão?
Uma perdição desconhecida
como quem diz febre excessiva
que ofereça de beber às lágrimas.
Ninguém pode saber
que o dia começa tarde,
que a dor sufocou
ao canto da cama,
que o amor aconteceu
e já ninguém sabe se volta.
É assim que se prova a imprudência?
As cores dos objetos
todas fora do lugar;
uma ligeira corrente
de ar assustada
pelos malabarismos
de um corpo
que finalmente
se entrega ao cansaço.
O amor permanece?
E a lua refletida
na janela ao calor da noite.
Às vezes isto.
Bastava dizer aqui.
Eu podia fingir
olhar para o teto,
imaginar-me dentro
das ausências do mundo,
e esquecer o impossível.
Entre o teu corpo
e o meu
uma vaga...
Ou precipício?
Onde não nos deixamos
cair por capricho.
Adormecemos.
Eu queria plantar rios,
regar todas as flores,
transpirar mapas
e invadir fronteiras inúteis
até que se rasgassem de raiva.
Se no lugar do coração
tivessem crescido
mãos dadas
os pássaros não mais se esconderiam.
Venham ter comigo.
Esfrego os olhos
e escrevo em colapso:
sou uma folha que se fechou
antes mesmo de existir.
Tic tac Tic tac Tic tac Tic tac.
Não há tempo para vender a alma.
Carrego memórias
de um lado para o outro
e sorrio a quem passa.
Começa tu de novo, por favor:
conta-me uma história
de gestos vermelhos
que queimam como lava
e tanto salvam como maldizem.
Estende-me esse olhar
e é como quem diz: Ama-me.
Vem comigo.
Há palavras que merecem silêncio.
Mas quem é capaz de percebê-las
sem antes precisar sangrá-las
na sua insensatez?

as coisas têm sempre uma solução simples... complico sempre... procuro o paraíso em ilhas desertas longínquas quando ele está ao alcance da mão. procuro saídas em paredes sem portas. evito o mar por causa dos monstros que sei que não existem mas que temo ainda assim. se eu soubesse gritar...

se soubesse... era livre... voava num sussurro de uma qualquer voz que ouvisse. escolhi a loucura, sim, escolhi, e na escolha descobri a liberdade. o poder de dizer sim ou dizer não. o poder de me esquivar do destino se tal coisa existir. escolhi o mundo do que não existe, escolhi a sedução. escolhi viver quando é mais fácil morrer, quando é mais fácil ficar sentado em frente ao rio esperando que a corrente mude de sentido. escolhi a vida sem a certeza do que isso possa significar...

se eu quero estar contigo e tu queres estar comigo porquê continuar este jogo? porquê que não ficamos os dois simplesmente lado a lado, porque não nos abraçamos e beijamos e amamos, porquê? porquê continuar este jogo de gato e rato? porque a sedução não é mais que jogar às escondidas sentimentais...

odeio estes jogos ridículos em que sou obrigado a fingir que não te quero, que sou obrigado a dar passos em frente e atrás. para quê conquistar-te se já te conquistei? para quê convencer-te de que te desejo se já o sabes... enfim... não sei que mais dizer... que mais te dizer... estou aqui e sou teu, mesmo que não me queiras conquistar...

odeio saber o fim antes do fim...

há noites

em que

tudo o que

me satisfaz

é o teu abraço

é a doçura

do teu beijo,

é a paz

do teu olhar


que

faço

com

o amor

que

por

ti sinto

e

que

não sei

encobrir

ou

guardar?


Tenho um pedaço escrito de nada
vazio e solto na folha vazia
são rabiscos da vontade encontrada
que apenas mãos se trazia.

Tenho uma folha branca e triste
coberta de linhas por escrever
sei que a poesia em mim existe
mas não a consigo fazer aparecer.

Tenho um texto imaginado
cheio de parágrafos despidos
sem palavras em nenhum lado
apenas pensamentos sonhados.

Escrevi, escrevi vezes sem conta
eternizei em cada linha passada,
em cada poema rasgado em desespero
em cada texto vago que na saudade se perdia.

Escrevi, escrevi vezes sem conta
sabendo que só estavas dentro do meu peito
que só te teria encerrada dentro de mim
que só te amaria em cada sonho meu.

Escrevi, escrevi vezes sem conta
até te achar um dia diante dos meu olhos
linda e imaculada como se do sonho tivesses nascido
apaixonei-me e tornei-te eterna no meu peito.

Escrevi, escrevi vezes sem conta
até te passar a escrever
a escrever só para ti.

Hoje escrevo apenas um te amo...

Somos os segredos que tragamos em gotas loucas, derramadas sobre os lábios sedentos de magia que juntos fazemos,de prazeres que juntos desfrutamos, de desejos que juntos desfloramos. Somos carícias que nos navegam em vagas suaves de quereres, somos calor que exala de dentro de nós e nos deixa húmidos os corpos que se amam num suave ondear, somos aromas quentes de canelas e jasmim, misturados em abraços que eternizam os sabores que as bocas beijando trocam. Somos nós, amantes do presente e apaixonado pelos tempos, somos o amor que fazemos vezes sem conta, somos a paixão que nos uniu e de nós fez crescer. Somos o que juntos fizemos nascer. Somos nós! Te amo Desejo!

Quis gritar,
Quis dizer,
Quis declamar,
Quis soletrar,
Quis sibilar,
Quis soletrar,
Quis desenhar,
Acabei escrevendo-o,
Um dia no papel,
Outro no coração.
Nesse dia…
Apaixonei-me!


Sobre ti, que posso eu dizer,
És o aroma dos meus dias,
O sonho dos meus olhos,
O silêncio das minhas palavras,
O aconchego das minhas noites,
O abraço dos meus dias,
O afago dos meus mistérios.
Tu és o sonho dos meus sonhos,
A musa dos meus pensamentos,
O prazer do meu corpo,
A vontade do meu ser,
O amor da minha vida.
Tu, tu és tudo!

A boca querendo o teu beijo
A tua língua gulosa,
Os teus olhos brindando os meus,
O teu corpo querendo mais corpo,
As tuas pernas ardentes,
Desejosas de uma água corrente,
Correndo livremente pelo teu leito.

Os teus dedos loucos,
Saboreando o meu desejo.
Fazes de mim o teu prazer,
Sacias fantasias
desbravando segredos.
Entrego-me no teu querer,
Embarcando no teu carinho.

Amas diferente, mas amas louca,
Espalhas loucura e sensações,
Num orgasmo louco de corpos apaixonados.

Sinto o bater no meu peito
o mundo a girar nos dedos em segredo
o futuro partilhado na magia
o desejo a ferver nas minhas veias.

Sinto o calor do meu prazer,
a paixão no meu querer
a vontade, a loucura.
Sinto-te dentro de mim.


Talvez o amor seja só uma palavra
Uma palavra simples como todas as outras,
Que se tenha tornado banal,
De tanto ser dita, escrita e declamada.

O amor que pode ser eterno ou fugaz,
Contínuo ou descontroladamente louco,
Quente e intenso ou por fases
Vivido ou apaixonado.

O amor que se recomeça,
Que dura por toda a vida,
Que sacia vontades e se perde em desejos,
Amor feito de carinho e beijos.

Amor que tem final, por vezes triste,
Mas frequente em ser feliz.
Amor que vence espaços e barreiras,
Distâncias e fronteiras.

O amor é uma palavra,
Mas palavra forte que arde,
Palavra que é fogo, que é sangue,
Que é forma, que é corpo.

Amor é palavra que vive!
O meu amor és tu!

Saboreei um beijo apaixonado, envolvi-te nos meus braços, enrolados com paixão o teu corpo. Senti cada batida do teu peito, bebi cada beijo, provoquei a cada toque, a cada carícia.
Hoje saboreei o teu corpo, o teu leito, o teu prazer devorado pelos meus dedos. Degustei a tua seiva, enlouquecendo-te até ao grito final, ofegante, quente, louco! Hoje amei-te, sem que do meu corpo tenha brotado uma só gota do meu prazer mais intenso.

Regressei de um curto periodo de ausência. Entretanto nada mudou dentro de mim, apenas floresceu mais sentimento, mais magia, mais paixão. A minha vida tomou um rumo ainda mais intenso, recheado de momentos mágicos, partilhados com quem mais amo.
Hoje percorro esta estrada, este caminho de regresso as origens de tudo e escrevo aqui que sou feliz, pois a minha vida preenche-se de cor, nascida destas linhas escritas, destas imagens escolhidas, de longas horas de chamadas telefónicas, de momentos únicos. Hoje, escrevo aqui mais uma vez um te amo, pintado de azul, aromatizado de canela, perfumado de um perfume exótico. Hoje digo mais uma vez, te amo mais do que qualquer outro dia da minha vida.

Eram palavras como melodia,
desejos como notas de música,
sons como pausas sonantes,
gemidos como colcheias desenhadas,
espasmos como claves de um sol maior,
orgasmos em dó superior.

Eram epílogros de prazer,
entre áreas de magia,
descobrindo crescendos noite fora,
saboreando um pouco de mi,
descobrindo muito de ti.

Tudo isto é amor,
tudo isto é música
de corpos enamorados,
apaixonados loucamente.

Sinto o teu beijo preso,
feito de línguas entrelaçadas,
de lábios trincados,
de abraços quentes,
de pernas provocantes,
de
dedos que deslizam corpo abaixo,
famintos, loucos e sequiosos.


Sinto o teu beijo esfomeado,
envolto nos braços, perdido.
Sinto o teu cheiro louco,
demorado no prazer que satisfaço.
Sinto-te... em mim.

Como um filme,
vagueio por entre imagens,
descobrindo sons,
provando cada recanto de ti,
cada desejo saboreado,
cada segredo desfrutado.

Como um filme,
enrolo-me nos teus braços,
perco-me nos teus embaraços,
sentindo o orgasmo louco
desenhado nos lençois,
coberto de prazer.

Tenho saudades das tuas mãos desvendando-me
o corpo desnudo para ti,
dos beijos no canto da boca,
dados no silêncio da multidão vazia.

Tenho saudades das frutas
comidas a dois em cima dos corpos,
da sobremesa devorada em ti,
do apalpão suave pela manhã.

Tenho saudades do olhar atrevido
trocado no quarto louco onde amamos,
do amarrotar dos lençois da cama cheia,
do gritar que terminava em carinho.

Tenho saudades, mas tenho tudo isso sempre.

Eu queria que as tuas mãos
incendiassem o meu corpo,
desbravassem os medos,
saciassem os desejos,
e saboreassem os beijos.

Eu queria que as tuas mãos
sentissem os prazeres,
provassem os quereres,
lembrassem os segredos
e vivessem no amor.

Eu queria as tuas mãos.


Mão que me percorre,
me desnuda e desflora.
Silêncio que me decorre,
na mão que se demora.

Meu corpo soluça,
envolve e entranha,
na paixão que se aguça,
pelo desejo que de ti emana.

Sou teu por inteiro,
eternamente nos teus braços,
não procuro ser o primeiro,
apenas único em teus regaços.

Escondes-te do meu desejo,
rodeias o meu prazer intenso,
acaricias-me a cada beijo,
e embarco na loucura a que pertenço.

Deitas-me o corpo louco,
provocas os sentidos,
e sussurras prazer nesse tom rouco,
entre mordidas e gemidos.

Agarras-me, enlaças-me
prendes-me dentro de ti,
e na loucura abraças-me
pedindo-me mais um pedaço de mim.

Sinto o teu doce perfume,
e vejo-te ali acordada.
Incendeio o teu lume
para que te sintas amada.

Quero-te embalar,
nesse mundo por descobrir,
queo contigo abrir,
esse louco livro de amar.

Vem comigo desvendar,
essa paixão a florir,
deixa-te por mim apaixonar
faz esse coração sorrir.

Dá-me o teu doce calor
e meu corpo estremece.
Dou-te o meu amor
e a loucura aquece.

Abraço-te nesta noite escura,
aperto-te nestes braços meus,
entrega-te na aventura,
destes braços teus.

Sente meus doces carinhos,
de dois loucos amantes,
desbravando caminhos,
doces, quente e errantes.

Vem ser minha companhia,
outrora tão distante,
vem viver o dia a dia,
minha a cada instante.

És tudo o que queria,
o sonho que desejava,
a mulher que pedia,
o calor que procurava.

És a minha menina,
tão doce e tão pura,
és o desejo que me fascina
e o amor que perdura.

És o sonho que me acalenta,
o mundo que me rodeia,
a paixão que me alimenta
todo o prazer que me enleia.

Decorei os sentidos,
aromatizei o teu corpo louco,
descobri os teus braços perdidos,
entre cada sussurro rouco.

Decorei os segredos,
provocando-te cada pedaço de ti,
venci receios e medos
e entreguei o todo de mim.

Decorei os desejos,
descobrindo todo o teu prazer,
enlouquecendo-te entre os meus beijos,
tornando-me fonte do teu querer.

E
uma
gota
caiu
do
queixo,
inundando-me
a
mente
de
desejo,
a
boca
da
loucura
do
beijo
e
o
corpo
de
vontade
e
querer.