e foi...jamais irá juntar!


Foram tantas as noites que nos amamos,que nadamos um no outro. Que no dia seguinte acordavamos ofuscados pela luz leve e límpida que nos despertava da escuridão da ilusão em que vivíamos: e afinal não eramos já nada um ao outro. Caminhávamos em direções tão diferentes que nos encontramos fugaz e inevitavelmente. Foram tantos os segundos,os minutos,os instantes,momentos que partilhamos,que já nada tinhamos em comum nem a partilhar. Foi tanto o amor, o ódio,a paixão,o desejo. Que já nada tinhamos a amar nem odiar nem desejar juntos. Fomos o refúgio tão seguro de todos os nossos receios que nos tornamos no medo um do outro. Fomos tão amigos que nos tornamos inimigos. Fomos tão fiéis e tão leais. E no fim fomos tão covardes. Quanto mais nos tinhamos menos pertenciamos um ao outro,e já nada de nós fazia parte,e tudo de nós fugia.
E foi tudo tão intenso,e foi tudo tão tudo que no fim apenas sobraram esses pedaços perdidos no tempo e espalhados na intensidade do nada que no fim nos rodeava. No fundo não passamos de meros pedaços de desejo que a paixão jamais irá juntar.

espelho de água


Chssssssss,
Vou-te contar um segredo.


Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!

Grito porque sei que ninguém me ouve,
Choro porque sei que ninguém me vê,
Espanco a minha sombra porque não quero gritar e chorar sozinho.

Sou filho da água e do suor,
Sou ondas e pedra,
Sou um menino que nasceu homem.

Sem sabão nem pano,
É no chapinhar das gotas que me penteiam,
Que me auto-flagelo com algas,
Pelos pecados de um mundo diferente.

Sei que estás na margem,
Sinto o teu olhar,
Sinto os teus dedos no meu corpo todas as manhãs.

Atira-te,
Atira-te sem medo!

Porque sempre que me contemplas furtivamente,
Sou menos pó,
Sou mais o orvalho que te incendeia.

Onde estou?
Dentro de ti numa folha de água salgada e agitada.

piano incluso


Na profundidade das palavras da tua pele,
Ouço-te a voar sobre o ruído do meu prazer.

Quando a minha mente toma conta dos teus dedos,
É dentro de ti, bem lá no fundo, que o piano se faz ouvir.

Acompanhado do estalar dos dedos frenéticos, que estalam em espasmos,
Coração, músculos e neurónios dançam descompassados,
Derretendo-se para renascerem moldados aos teus suspiros.

Aninhado à tua cama, rezo-te histórias de embalar,
Para que sonhes com o mar que um dia me vais tocar,
Ao som do piano que o teu ventre gera.

É nele e com as tuas mãos, que as melodias presas no meu corpo, serão livres,
Como tu,
Dentro de mim.

teclas partidas


Alguém viu o amor?!

Eu vejo-o em sonhos,
Está de mão estendida,
Chama pelo meu nome com uma voz doce,
Todas as noites me diz que sou seu,
Todas as noites me diz que é a minha lua e que eu sou o seu sol,
Todos os crepúsculos sinto a sua respiração nos meus lábios,
Fecho os meus olhos para sentir a sua boca e quando os abro,
só vejo as suas pegadas no meio do deserto.

Alguém viu o amor??!!
Por favor….
Alguém viu o MEU amor?!!!

Peregrino em tua busca,
Certo de que só assim,
A marchar descalço sobre as pedras filhos de uma vontade crescente,
Sou merecedor da tua alma e do teu corpo.

Hoje aguardo impacientemente pelo dia em que cantarás ao meu ouvido,
A nossa paixão com a intensidade do partir das cordas DO PIANO.

Alguém viu o meu amor?!

deslumbre


Caminho por entre os teus rasgos de raiva.
Observo, pedaços do meu coração, a ladrilhar o trilho até ao teu
poço de ternura.

Todas as palavras que se evadem do meu coração,
São recebidas pelas tuas mãos tesoura.
A cada investida das tuas unhas no meu peito oculto, goteja mel.
Sou leito contaminado?

Por favor!!!!!
Ajuda-me!!!!
O que há de errado com a minha alma??!!

Todas as noites me fazes chorar pétalas negras,
Todas as manhãs me despertas e enxugas com rosas encarnadas.

Deixa-me cravar as pontas afiadas dos meus dentes,
Deixa-me sugar-te toda a fúria e devolvê-la, inclusa nos meus olhos, a tua serena almofada.

Não sei o que é estar condenado à eterna escuridão!
Mas sei o que é, o perene sentir-te, sem nunca te ter contemplado.
O êxtase de te amar, cala as lágrimas da saudade, do sonho vaticinado.

Toda a ternura que escorre dos meus dedos, foi criada por ti,
bem no interior do meu coração.

dádiva


Adoro o modo como com as tuas singelas e delicadas mãos,

Rasgas o meu peito,

Metes a cabeça dentro,

Com o olhar curioso,

De quem procura o tesouro da sua vida sem mapa,

Confiando no seu olfato, paladar e tato.





Adoro o modo como te embrulhas na minha voz,

Ri, chora, grita e adormece com um sorriso,

De quem recebeu a dose profiláctica de ternura,

Num timbre educado pela mão férrea de uns suspiros enternecedores.





Quando as pálpebras caem e o corpo descansa,

O cérebro cria e recria os sonhos que de dia estão encarcerados,

Pelas mãos de quem vive da ética e bons costumes.





Quando o dia for noite, eu serei o vento que oferece a brisa,

De uma prol finalmente feliz, porque até os punhos mais fechados se abrem,





Determinados a ecumenicamente nos levarem ao altar.

sobretudo sou sangue


Explodem lágrimas no meu leito,

Que grita desesperadamente pela vida de um amor.




EU SOU O criador DESTA EXCÊNTRICA FORMA DE AMAR.




Eu quero justiça,

Eu quero que me provem que sou um louco,

Porque só assim me conseguirei perdoar!




Danço com a culpa todas as noites sobre os meus pecados!

Humm, o chão começa a ceder,

Os meus pés começam a ser engolidos,

E o coração que me ama,

Carrega o peso de viver num mundo e amar-me noutro!




Porque as grandes revoluções se fazem de sangue,

Eu esfaqueio as minhas lágrimas,

Em cada uma delas pulsa o meu coração.




E choro e choro,

Tenho esperanças que o meu rio de sangue,

Entre por debaixo da tua porta e escreva no teu chão:





Toca-me enquanto estou quente,

Pelo menos uma vez sentirás o calor do meu amor.

sou campo de batalha


Absorvido por um manto deserto de emoções,
Fui picado pela solidão,
Senti o veneno a percorrer-me o corpo,
Caindo em cascata, ecoa no meu peito – poço vazio.

Caem as primeiras gotas e sente-se o cheiro a cinzas,
Forma-se o primeiro charco e bóiam os cartuchos vazios,
Transborda e miram-se à superfície os estilhaços de grandes exércitos,
Provando a existência de um genocídio,
Negado pela falta dos corpos,
Que sucumbiram e se esfumaram perante o fogo nuclear da minha desilusão.

Hoje, os escombros são peças de arte,
Os fantasmas são memórias vãs,
As cinzas são substrato e as lágrimas fonte de vida.

Hoje, vivo num jardim verdejante em absoluto equilíbrio.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!

Odeio com todas as minhas forças a harmonia!!!

Venham os tanques e as ogivas nucleares,
Os estandartes e os tambores,
Os arcos e as flechas,
Alinhem-se as tropas,
Foooogo!!!!!!!!!!!!!

meu sonho


Sento-me aqui, na ponta desta nuvem. Olho o céu em meu redor, vejo o horizonte e o que lá em baixo se divide por montes e rios. Estou onde só eu posso estar, entre o mar dos meus olhos e o fogo da minha alma. Espero por ti... Não sei bem onde estás, não entendo quem és. Daqui, deste lado do meu sonho, vejo-te distante e ao meu lado, pressinto-te nas estrelas que caem do céu...

No sol que brilha todos os dias, no vento que faz afagar o meu cabelo solto. não,não sei porque estás aqui, nem como porquê ou onde. apenas sei que estás, como sempre estiveste e sempre estarás: tão distantemente perto,tão ausentemente presente,tão incrivelmente marcada em mim. afinal eu sempre serei tu, sou sempre tu,nos momentos em que voamos naquela magia,nos instantes que somos tão teatralmente um do outro, nos momentos em que fingimos pertencer-nos.

Volto a olhar o horizonte. Abro os braços aqui no alto, e sinto o vento passear-me pelo corpo. Esta paz que me trazes, este abraço que me devolves... E pergunto-me porquê. Porque és afinal tão incansávelmente aquilo que tantas vezes desminto seres? Porque és tão invariavelmente presente no meu pensamento...? Sinto-te. Sinto a tua mão entrelaçar-se na minha, sinto esse sopro que fazes no meu pescoço e me arrepia. Sinto o vento que te traz a mim, e que te me tira com o parar da brisa...

E a brisa pára mesmo. pára com o sopro,com o meu aproximar. pára como a respiração que se corta, tão cortante, tão cortante... como mil facas. e é então que desejo e necessito. é então que algo precisa ser concretizado. é então que é preciso que se crie um laço, um laço tão forte... que não esteja jamais à espera de ser "quebrado". e talvez não haja mesmo nada. talvez não reste mesmo nada que esteja à espera de ser chorado.

Afinal, de que resta chorar? Que interesse há em esperar? Somos apenas dois, tu e eu, perdidos no sono de um respirar. Poetas que não se encontram nas frases escritas, mas que anseiam pelo agir e viver um do outro. Pelas pegadas que deixamos no chão; pelas mãos que estendemos um ao outro. Somos e seremos este sonho que agora escrevo. Agora, que vou caindo da ponta daquela nuvem, donde olhava o céu ao meu redor. Agora, que acordo deste sono que me prendeu a ti... e que deixou esta corda tecida entre nós, este laço que jamais nos separará. Este nó, que une o meu coração à tua alma...

Com as próprias mãos


Quantas vezes não "parto" meu coração
contando e (re)contando o que foi
o que seria, e o que nunca foi ,e,claro se via que nunca seria
e mesmo assim, mergulhei

Eu pulei, não sei dizer da onde
meus olhos estavam fechados
e não me lembro quanto tempo durou
e eu....ah, já nem sei, voei como águia
segui rindo da ironia da vida...

Só me lembro então, que não houve pausa
foi repentino
as mãos sangravam, a faca na mão tinha seu nome
e meu coração...eu matei!

Não, não olho pra trás, mas fecho os olhos e só sei chorar
Por todos os caminhos que passei
todas as ruas...todas as esquinas
sinto que deixo pra trás um pedaço seu, um pedaço meu

Me feri com as próprias mãos,
e você não mais cantou pra eu dormir
não mais esteve aqui quando o que eu queria era só te olhar...
De você... eu não sei....por que não olho para trás
mas fecho os olhos, e só sei chorar...

Tristeza


Tristeza,
não é a casa vazia,
não são ruas desertas,
nem a falta de dinheiro,
nem mesmo o tempo nublado...

Tristeza,
é uma dor muito forte,
que dilacera o coração,
e coloca tudo em desarmonia.

Tristeza,
é a vontade de chorar,
as vezes sem motivo,
as vezes de saudade,
e tem saudade que nem tem nome,
tem saudade que dói,
mas não se sabe de onde vem...

Tristeza,
é o nó na garganta,
é a boca cheia de palavras,
e ninguém para ouvir.
É o retorno dos carinhos,
que não temos.
São as noites de solidão
a espera de alguém, que nunca vem.
É a triste certeza de amar solitariamente,
é sentir que em um encontro,
um só coração bate forte,
é a decepção de mais um amor perdido.

Tristeza,
é tudo aquilo que não conseguimos conter,
o que trasborda e faz ferida,
a distancia e a dúvida,
o desamor e a angústia,
a saudade e a carência

Tristeza,
sou eu a te amar assim,
o meu esperar sem fim,
a minha vida vazia.

Tristeza,
sou eu,
longe de você...

Seria?


Seria teu cheiro? Não sei.
Seria teu charme?
Seria teu toque, talvez,
Num ponto de alarme?
Seria teu jeito faceiro
Agindo em desarme?
Ou seria somente
Fraqueza da minha carne?

Não...sei.


Não quero que apareças,não quero esperar

Mas espero.

Não quero que te vás,também não quero desesperar

Mas desespero.

Não quero ter medo de te magoar

Mas tenho.

Não quero ter de o fazer

E não sei se terei mesmo.

Não quero que fiques,não quero que partas

Mas não sei o que quero querer.

Não quero amar-te assim,não agora

Mas não quero ir embora.

Não quero trair-te,enganar-te

Mas no fundo engano.

Não quero deixar-me arrastar

Não quero dizer que te amo.

Mas deixo-me.

Mas digo-o.

Não quero dizer-te que não o faço

Se em cada palavra me arrasto.

Não quero dizer que te vás

Porque não quero mesmo

Não quero dizer que fiques

Porque já nem o sei...

Não te quero dizer uma mentira

Que eu sei que é Verdade.

Não quero.

Não quero querer nem quero saber o que quero.
Porque enquanto não souber,não te magoo.


.:Maybe I made you mine just to leave you once again:.

Vem.
Vem e leva-me.
Leva-me.
Leva-me para cima, para lá.
Leva-me para lá, para o céu.
Para as estrelas. Para o Infinito.
Seja onde for,mas leva-me.
Apenas lá me encontrarei.
Apenas lá te encontrarei a ti.
Apenas lá nos encontrarei a nós.
Apenas lá serei feliz.
Apenas lá serei feliz contigo.'




Every Night in my Dreams You still appearing...
When I think of you I still smiling

But I believe one day you'll be only a sweet memory.

Maybe sometime I'll smile back to you again...


By now, I'm willing to smile back to life again.
(I'm coming around again!)





I'm OK =)



See You.

moon


White moon
So lonely up there
Don’t you feel tired?
Don’t you feel sad?

White moon
You must see everything
From where you are
And I often wonder 'why are you so far'?
White moon, why do you have to be
So far away
A place where I can’t go?
Little delightful moon, tell me
What do you have to say
Tell me low…

Do you see our lives?
Do you hear our voices?
Don’t you feel like a lighting ghost?
Getting along with our noises?

Don’t you feel like coming down?
Don’t you ever get so lonely?
If you could answer all my questions
If you could, only…

Sometimes at night, I stand looking at you
When my eyes are made of tears

And whatever you are white or blue
You help me throwing out all of my fears

And so there you are up above
Floating ate the sky
You and your precious light
Flashing me with your love
Every single night
Surrounded by your innocent and silent
cry!...

Ansiedade é tudo o que eu consigo descrever
Neste momento
A única palavra que satisfaz
O que sinto por dentro

Melancolia
Melancólico porque ando por ai sem sentido
E tento encontra-la em coisas simples
Mas infinitamente a perco no meio da tal ansiedade

E finalmente a saudade
A falta
E a tristeza

É tudo o que se perde nesta ansiedade
Que tenta ser resolvida pela melancolia

É simples, e nem está bonito
Mas é verdade
É pequeno e breve, mas é a realidade

A realidade como ela é mesmo
Fria, cruel, triste.

tudo e todos... hoje


Tudo e Todos
Aqui, agora e hoje
É tão fácil querer e ter.
Mas será que…
TU
Será que estás aí?
Será que me vês?
Será que me ouves?
Será que me sentes?

Será que queres estar aí?
E aqui?
Será que me queres ver?
Será que me queres ouvir?
Será que me queres sentir?

Quando será que vens?

Quando será que chegas?

Eu quero, e desejo. E espero. E anseio.
Pelo momento em que soprarás aqui como a brisa,
em que brilharás como o Sol.




Afinal,eu estou aqui...

Mas será…

Será que te importas?




Tudo e todos os que estão nesse mundo, aí fora
E eu que estou aqui neste meu Mundo, sozinho
Espero ansiosamente que o sono chegue
Pois não quero chorar mais até adormecer...




Como dizia a música "Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito".
Hoje, especialmente Hoje...
Mas Hoje e para Sempre.

making love


Making love on your kitchen floor
Is like making love at the sky
Go up to the stars
Feeling like we can fly

Every time you touch my skin
Every time you kiss my lips
Every time I feel your smell
Oh, every time we get so well

Hearing your voice and feeling your breath
Feeling this is truly Love
And when everything seems to be broken
You finally make me reach to real heaven

sonho


Tudo começou num sonho, porque tudo assim começa.
Ou então num momento em que estava na barreira que separa estes dois estados físicos e psicológicos: estar acordado e estar a dormir. Sonhei que estava morto e que saía do meu próprio corpo; via-me a dormir; conseguia falar para mim mesmo como se fosse outra pessoa, outro corpo, outro espírito, outra alma no meio da escuridão. Talvez porque dormir seja morrer vivo, naquela noite eu permaneci vivo fisicamente, mas há muito que a minha mente estava no outro mundo, no transcendente. Nesse mundo, que nos transcende e que não conseguimos alcançar no estado desperto. Acordei (ou será que devo dizer “voltei à vida”?), por momentos, e tive a estranha mas, ao mesmo tempo, agradável sensação de já ter podido estar fora do meu corpo e falar comigo como um espírito separado de mim; e, no entanto, eu sabia que estava ali deitado e imóvel, como todas as outras noites, no mesmo quarto, na mesma posição, a ouvir a tal voz: a minha voz.

Abri os olhos, vi um pequeno foco de luz vindo da janela. Era a luz do luar? A luz da noite? A luz da própria escuridão? Ou uma luz que eu própria inventei para poder vê-la quando voltasse a mim? Fechei os olhos e pensei que tinha de voltar a adormecer rapidamente. E assim caí num sono profundo, tão profundo e escuro como os fundos de um Oceano, ou até mesmo tão profundo como o espaço que há entre as estrelas numa noite de céu limpo, talvez uma noite como aquela. Aquela que eu nunca esquecerei.

Lembro-me de ter a sensação de poder viajar no espaço, no tempo e na minha própria mente, mesmo sabendo que não me conseguia mover e estava sempre no mesmo lugar, a dormir. Talvez estivesse no plano que existe a seguir àquele em que nós vivemos, mas sabia disso. E senti-o.

Lembro-me de tudo e, de repente, tal como todos os sonhos são, esqueci-me de tudo.