
Na profundidade das palavras da tua pele,
Ouço-te a voar sobre o ruído do meu prazer.
Quando a minha mente toma conta dos teus dedos,
É dentro de ti, bem lá no fundo, que o piano se faz ouvir.
Acompanhado do estalar dos dedos frenéticos, que estalam em espasmos,
Coração, músculos e neurónios dançam descompassados,
Derretendo-se para renascerem moldados aos teus suspiros.
Aninhado à tua cama, rezo-te histórias de embalar,
Para que sonhes com o mar que um dia me vais tocar,
Ao som do piano que o teu ventre gera.
É nele e com as tuas mãos, que as melodias presas no meu corpo, serão livres,
Como tu,
Dentro de mim.
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