sou campo de batalha


Absorvido por um manto deserto de emoções,
Fui picado pela solidão,
Senti o veneno a percorrer-me o corpo,
Caindo em cascata, ecoa no meu peito – poço vazio.

Caem as primeiras gotas e sente-se o cheiro a cinzas,
Forma-se o primeiro charco e bóiam os cartuchos vazios,
Transborda e miram-se à superfície os estilhaços de grandes exércitos,
Provando a existência de um genocídio,
Negado pela falta dos corpos,
Que sucumbiram e se esfumaram perante o fogo nuclear da minha desilusão.

Hoje, os escombros são peças de arte,
Os fantasmas são memórias vãs,
As cinzas são substrato e as lágrimas fonte de vida.

Hoje, vivo num jardim verdejante em absoluto equilíbrio.
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!

Odeio com todas as minhas forças a harmonia!!!

Venham os tanques e as ogivas nucleares,
Os estandartes e os tambores,
Os arcos e as flechas,
Alinhem-se as tropas,
Foooogo!!!!!!!!!!!!!

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