
Foram tantas as noites que nos amamos,que nadamos um no outro. Que no dia seguinte acordavamos ofuscados pela luz leve e límpida que nos despertava da escuridão da ilusão em que vivíamos: e afinal não eramos já nada um ao outro. Caminhávamos em direções tão diferentes que nos encontramos fugaz e inevitavelmente. Foram tantos os segundos,os minutos,os instantes,momentos que partilhamos,que já nada tinhamos em comum nem a partilhar. Foi tanto o amor, o ódio,a paixão,o desejo. Que já nada tinhamos a amar nem odiar nem desejar juntos. Fomos o refúgio tão seguro de todos os nossos receios que nos tornamos no medo um do outro. Fomos tão amigos que nos tornamos inimigos. Fomos tão fiéis e tão leais. E no fim fomos tão covardes. Quanto mais nos tinhamos menos pertenciamos um ao outro,e já nada de nós fazia parte,e tudo de nós fugia.
E foi tudo tão intenso,e foi tudo tão tudo que no fim apenas sobraram esses pedaços perdidos no tempo e espalhados na intensidade do nada que no fim nos rodeava. No fundo não passamos de meros pedaços de desejo que a paixão jamais irá juntar.
E foi tudo tão intenso,e foi tudo tão tudo que no fim apenas sobraram esses pedaços perdidos no tempo e espalhados na intensidade do nada que no fim nos rodeava. No fundo não passamos de meros pedaços de desejo que a paixão jamais irá juntar.
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