Experimentamos certezas.
Cavamos as incertezas.
E salivamos.
Salivamos pela garra.
De fantasias. Alucinadas.
Gememos de ânsia.
E os dedos molhados em suor.
Prova de cada gota.
Uma por uma.
A escorrer pelo pescoço abaixo.
Alimento desenfreado.
Atrevido.
Desejo libertino este,
Que se instalou entre a pele e os ossos.
E os estalos cada vez maiores.
Emancipam-se os desejos.
Anarquia total de gemidos.
E já vai pele, agarrada as unhas.
E os dedos encharcados de retalhos de alma.
Universos. Que já não são paralelos.
Perpendiculares suculentas.
De ti. De mim. De nós.
Extraviam-se os medos.
Os passados. Daqueles dias.
É madrugada. Chove nos lençóis.
Até amanhã.

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