
Chegou o momento e deixar morrer em mim esta vontade.
Chegou a altura de diminuir o tamanho desta ansiedade,
que é do tamanho da angústia ou da dor,
ou da tristeza e da solidão de não poder…
Vou deixar morrer em mim
a vontade de gritar ao mundo que te adoro,
que te amo, que te desejo, talvez…
ou então que te desejo adorar,
que te desejo amar, que te desejo desejar, talvez...
Deixar morrer em mim o tamanho do mar
que há nos teus olhos,
e o impulso que tomo ao olhar o horizonte
que tu apontas quando penso para mim,
baixinho, “desaparece”.
Ou então deixar as janelas da minha alma
fecharem-se para a realidade
e abrirem-se para o mundo dos sonhos.
E então afogar-me naquilo que realmente julgo
ser uma realidade, mas é só um sonho,
e estou então numa dimensão
em que sei que posso embarcar nesta ilusão...
e não mais pensar “desaparece”,
e poder olhar no mar dos teus olhos,
na imensidão que me abraça
quando estás a meu lado.
E então já não vou precisar
de deixar morrer em mim
a vontade de mergulhar...
mergulhar...
Nenhum comentário:
Postar um comentário