
Nem tudo é um turbilhão de emoções, uma exposição das sensações , monólogos sem fim ou enxurrada de palavras desenfreadas. Às vezes é preciso abrir o coração porque a linguagem da mente , que prefere o racional, o útil e o seguro,entra em conflito com a linguagem do coração impedindo o «eu» de seguir a sua intuição, o que o vai fazer realmente feliz. A dita linguagem do coração é difícil por causa do medo de se ser rejeitado, de se ser abandonado, de se ser excluido.No entanto, quem ouve sabe que no futuro, alguém estará presente para ouvir e falar na mesma linguagem e com a mesma disponibilidade.É preciso semear para colher. Silêncio…Há silêncios que criam abismos. Nascem de palavras que não foram ditas e ou que foram ditas a mais no entoar de um desentendimento. As palavras ficam encarceradas na nossa memória com uma lança.Dúvidas e desconfianças. Atiram-se de cabeça nos precipícios da suspeita e da descrença. Instalam-se na mente em surdina. O silêncio fica a pairar duvidoso. Começam a construir se os muros. Há muros que caem do nascer de palavras de diálogo e compreensão. Há palavras que andam e se aproximam, que vão diminuindo a altura dos muros; palavras que unem o que o silêncio afastou. Há alturas em que nos sentimos sós no resto do mundo. Entregues a nós mesmos, fosse igual a ficar fechado num quarto escuro, com o "bicho papão" de todos os tempos. Não é o não se ter ninguém por perto que perturba, é o ficar-se entregue aos próprios pensamentos aterradores! Depois, a sociedade impõe que se tenha alguém à força e que se tenha filhos, mesmo se muitos homens e sim, muitas mulheres, não tenham o mínimo instinto paternal e maternal.Parece que é obrigatório sermos iguais e não sermos responsáveis da própria liberdade. O problema é quando a solidão pesa. Fugimos do silêncio como o rato do gato. Ocupamo-nos com múltiplas atividades, enchemos o tempo com encontros e telefonemas e evitamos ao máximo aquele momento em que ficamos de novo em casa sem ninguém, entregues ao vazio do eu. Porque sim, é disso que se trata, encarar o vazio de si mesmo a pensar que somos inúteis.Ficamos a pensar no que não se teve e o que se poderia ter dito e feito e ficamos sempre a perder. Nós somos o que pensamos.Os outros não servem para preencher as nossas carências. Somos os próprios curandeiros afetivos, lamber as feridas, e nós é que temos de curar as nossas dores profundas e aprendermos a prencher o vazio, só assim é que podemos atrair alguém na nossa vida, por nós e não para encher o vazio e o silêncio... Por isso é preciso parar, pensar, ver com olhos de ver quem queremos perto de nós.Não para preencher o vazio, mas porque é bom estarmos rodeados de quem gostamos. Silêncio…Há silêncio que criam abismos. Se ao menos pudesse ver nos teus olhos as palavras que ficaram por dizer… Acredito no dia em que a vontade ou o acaso crie um reencontro inesperado e os olhares se percebam…Não há ninguém perfeito... palavras que não serão ditas que são entendidas, olhares que se cruzam e que comunicam, pensamentos que ocorrem em situações semelhantes.
Preciso gritar silêncio!!!
(parece sem nexo este texto, assim vindo do nada, acreditem em mim... Faz todo o sentido....)
(parece sem nexo este texto, assim vindo do nada, acreditem em mim... Faz todo o sentido....)
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