Já esqueci as horas que teimam em passar silenciosamente
O tempo escapa devagar entre as minhas mãos
Aliás, nunca existiu
Equivoquei-me e fiz-te acreditar.
Preciso de sepultar todo este sofrimento que me consome
Mesmo não sabendo a sua origem,
O processo de insanidade torna-se constante
Asfixia-me até o sentir me abandonar
E consiga levitar ao ponto de tocar o imaginário, o impossível.
As palavras perdem sentido neste momento
Só a alteza de uma força alcança esse sentido perdido,
Esse suspiro deslocado.
Finjo não sentir a dor deste sofrimento
Que se torna arrebatadora e assassina
Temendo perder o controlo da tua asfixia cínica e dissimulada.

Asfixia... submerge-me, verte e submete!

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